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Salário mínimo passa a R$ 1.612 em 2026; veja o que muda

Foto: Marcello Casal / Agência Brasil

A partir desta quinta-feira (1º), o salário mínimo passa a ter um novo valor no Brasil. O piso nacional agora é de R$ 1.612, um aumento de R$ 103 em relação a 2025, o que representa um reajuste de 6,79%.

Embora o novo valor já esteja em vigor, o pagamento com o reajuste será feito a partir de fevereiro de 2026, seguindo o calendário de salários, aposentadorias e benefícios.

O reajuste do salário mínimo é calculado com base em critérios que consideram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acumulado em 12 meses até novembro, além do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores.

Com o novo valor, o salário mínimo diário passa a ser de R$ 54,04, enquanto o valor da hora trabalhada sobe para R$ 7,37.

O aumento impacta não apenas trabalhadores formais, mas também aposentadorias, pensões, benefícios assistenciais, programas sociais e contribuições previdenciárias.

Seguro-desemprego

O valor mínimo do seguro-desemprego também foi reajustado, já que nenhuma parcela pode ser inferior ao salário mínimo vigente. Com isso, o pagamento mínimo do benefício passa a ser de R$ 1.612 em 2026.

Os valores máximos do seguro-desemprego variam conforme regras específicas e dependem de portarias que ainda serão formalizadas pelo governo federal. Em 2025, as parcelas oscilaram entre R$ 1.528 e R$ 2.424,11.

Cadastro Único e outros programas sociais

O Cadastro Único (CadÚnico), que permite o acesso a programas sociais como Bolsa Família, Tarifa Social de Energia Elétrica e auxílios habitacionais, também teve critérios atualizados. Com o reajuste, podem se inscrever famílias com renda mensal de até R$ 810,50 por pessoa.

MEI e INSS

Outro grupo diretamente impactado pelo novo salário mínimo é o dos microempreendedores individuais (MEIs). A contribuição mensal ao INSS, equivalente a 5% do piso nacional, sobe de R$ 75,90 para R$ 81,05 em 2026.

Para o MEI caminhoneiro, a contribuição passa de R$ 182,16 para R$ 202,42, podendo chegar a R$ 207,42, conforme o tipo de carga transportada e o destino. Nesse caso, o cálculo considera 12% do salário mínimo para o INSS, além dos valores fixos de ICMS ou ISS.

De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia ao longo de 2026, considerando os efeitos sobre renda, consumo e arrecadação.

A cada R$ 1 de aumento no salário mínimo, o impacto adicional para os cofres públicos é estimado em R$ 380,5 milhões.